Essa é, talvez, a principal pergunta que me fazem quando dando uma consultoria para construir um discurso ou preparando uma pessoa que precisa se comunicar em um evento ou reunião de negócios. Começar a falar é um desafio enorme. Muitas vezes, a pessoa até sabe o que precisa dizer, mas começar por onde??
Se você também tem essa dificuldade ao começar uma reunião de negócios, uma apresentação profissional ou mesmo ao defender um ponto de vista, eu preparei essas dicas que vão ajuda-lo a deixar seu discurso ainda mais poderoso.
Fuja da Teoria do Eu
Dependendo da situação ou assunto, a pessoa precisa gerar credibilidade rapidamente ao falar em público. É o caso quando você está apresentando uma ideia em uma reunião ou evento. Qual é o caminho mais comum que as pessoas adotam? Vou falar de mim mesmo! Isso é errado! Jamais comece falando de você. No artigo 5 erros terríveis que as pessoas cometem ao se apresentar em público eu falei sobre isso e hoje reitero o que eu chamo de “Teoria do Eu”.
E quer ver como isso é chato? Você já deve ter assistido a uma palestra em que a pessoa, logo no início, fala mais ou menos assim: “Olá, meu nome é fulano de tal e eu vim aqui para falar sobre como melhorar suas relações profissionais….Mas, antes de falar sobre isso eu quero me apresentar. Eu sou fulano, formado na faculdade X, com pós graduação em Harvard, etc….”
Se isso já te aconteceu, provavelmente, você ficou irritado com a pessoa que tomou alguns minutos de sua apresentação para falar apenas de suas credenciais.
Falar de você logo no início pode soar arrogante e gerar a sensação no seu público de que você está mais preocupado em falar sobre quem você é do que contribuir com sua plateia. Tome cuidado!
A outra razão para que você entenda que isso é um erro é que, muitas vezes, você já foi apresentado por um mestre de cerimônias que já falou todas as suas credenciais. Aí, vem você e repete isso? Pode ter certeza que o público não sentirá confortável com isso.
Mas, aí você me pergunta: mas eu preciso falar das minhas experiências, dos meus cursos, das minhas credenciais durante a minha fala e o que eu faço? A resposta é mais simples do que parece: faça isso ao longo da sua fala ou apresentação diluindo essas informações e casando-as com assuntos que vão interessar ao seu público.
Por exemplo: Ao citar um case de sucesso faça referência ligando-o ao fato de que você acompanhou de perto essa história quando estava fazendo sua pós graduação em Harvard. Transforme esse estudo de caso em uma história a associada a sua vivência e eles vão perceber a sua importância e suas credenciais.
De olho na sua linguagem não verbal
Uma das coisas que mais incomodam o público em uma apresentação é a forma como quem fala usa sua linguagem não verbal. Para quem está falando é natural haver uma ânsia de segurar as mãos na frente do corpo ou coloca-las no bolso, franzir a testa, apertar os olhos, deixar os ombros caírem. Em linhas gerais, você vai tentar se esconder porque é da natureza do ser humano quando está falando em público.
Você pode até negar que faça isso enquanto fala, mas posso garantir que se você fizer um teste de vídeo comigo é muito provável que esses gestos vão surgir naturalmente.
Para evitar isso, fique de pé, respire e coloque-se de maneira aberta com seus gestos. Recomendo sempre adotar uma postura altiva, com ombros mais abertos e mãos acompanhando as informações que você quer passar.
Use as mãos
Aproveitando o fim da dica anterior, esse é um ponto comum e de muitas dúvidas para quem fala em público: onde coloco as minhas mãos? Para dar sentido a função das suas mãos, o ideal é que ela acompanhe o que está falando.
Se você está falando que é capaz de aumentar o faturamento de 20 para 100% use os movimentos da sua mão para reforçar essa mensagem. Evite a repetição desses movimentos a todo instante para não desviar a atenção. Intercale os movimentos com pausas trazendo suas mãos para altura da sua barriga. Tente isso e perceba a diferença.
Transforme sua apresentação em conversas
Traga o público o mais rápido possível para o que você está falando. Isso não quer dizer fazer perguntas o tempo todo e pedir a eles para que levantem as mãos. Procure gerar a sensação no seu público de que sua forma de falar se parece mais com uma conversa do que uma apresentação. Leve-os a responder mentalmente a questionamentos que eles já estejam se fazendo, baseado no que você está dizendo ou provoque isso.
Isso dará uma nova dimensão a sua forma de falar em público.
Use Expressões Faciais
Poucas pessoas levam isso em consideração quando estão falando em público. É muito importante ter em mente que as expressões faciais são elementos estratégicos para reforçar a sua mensagem e a compreensão do seu público.
Se você fala um conteúdo alegre com uma expressão facial triste, você transmite falsidade. E da mesma forma que a voz não pode ser monótona, as suas expressões também não podem ser. Não estou dizendo para ser caricato, mas exprimir pelo rosto aquilo que você quer reforçar como mensagem importante.
Você já deve ter visto, em uma reunião de trabalho, alguém falando um aspecto que é muito relevante ou positivo sem nenhuma expressão facial. Qual foi sua impressão a respeito do que essa pessoa estava falando? Certamente, ela não gerou confiança e nem credibilidade.
