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Falando com a imprensa: 3 critérios para ser sinônimo de credibilidade

Em um mundo cada vez mais tecnológico e dinâmico, as informações correm o planeta em questão de segundos. Fatos se transformam em notícias que podem abalar a estrutura de um país inteiro em apenas um clique. Pior ainda se esse fato for um comentário mal-interpretado ou uma gafe cometida pelo representante de uma empresa, de um governante ou uma personalidade.

Mesmo pessoas anônimas que apareceram alguns poucos segundos se tornaram ícones, positivos ou negativos, por causa de uma declaração, atitude ou erro. Quem não se lembra de uma nutricionista que foi vítima de um problema técnico, ao vivo, conhecido como delay de áudio, e gaguejou inúmeras vezes no ar.

O vídeo se espalhou pela internet de maneira assustadora. Até hoje, ela é lembrada, não pelo conteúdo da entrevista, mas pelo erro do qual foi vítima.

Quer outro exemplo? Em setembro de 1994, o então Ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, considerado pelo ex-presidente Itamar Franco como um dos criadores do Plano Real, se preparava para uma entrevista ao vivo com o repórter Carlos Monforte, da Rede Globo. O jornalista e o Ministro tinham uma relação de proximidade familiar (a irmã de Carlos Monforte é mulher do ex-ministro).

Os dois conversavam tranquilamente sobre os bastidores da implantação do Plano Real enquanto a equipe técnica preparava o sinal do link de satélite para transmissão da entrevista. O ministro e o jornalista já estavam com microfones e sentados diante das câmeras.

O sinal do link via satélite que transmitiria a entrevista já estava aberto (Canal 23) e os lares cujas antenas parabólicas estavam sintonizadas no canal privativo da Rede Globo captaram a conversa informal do ministro com o jornalista. Em uma das falas, o Ministro da Fazenda comentou: “Eu não tenho escrúpulos. Eu acho que é isso mesmo: o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”.

O vazamento da conversa ficou conhecido como o Escândalo da Parabólica e foi um duro golpe na campanha presidencial de Fernando Henrique Cardoso. A repercussão por causa da declaração foi suficiente para que Rubens Ricupero pedisse a renúncia do cargo.

Certo é que a credibilidade do Ministro da Fazenda foi duramente questionada por opositores e até alguns aliados. Mesmo hoje, mais de 20 anos depois do ocorrido, a reputação de Rubens Ricupero é vista com desconfiança por alguns brasileiros.

A construção da credibilidade de uma pessoa ou empresa também passa pela forma como seu representante legal se posiciona diante da sociedade. E esse posicionamento ganha ainda mais notoriedade quando se está diante da imprensa. Os nomes mais lembrados nas agendas dos profissionais da imprensa são aquelas personalidades acessíveis e que atendem a três critérios básicos:

  • Objetividade
  • Precisão
  • Segurança

Objetividade            

Em poucas palavras: jornalistas não gostam de entrevistados que fazem rodeios. Aqueles que evitam ir direto ao ponto e são prolixos nas respostas são, literalmente, banidos da agenda de contatos de um repórter.

Se mesmo assim eles precisam ser entrevistados, os jornalistas procuram só ouvi-los em último caso e, muito provavelmente, algumas poucas palavras dessa pessoa vão ganhar destaque nos noticiários.

Quando estiver sendo entrevistado, seja objetivo nas respostas. Não precisa ser monossilábico. Basta usar frases curtas e que respondam diretamente o que for perguntado. Respostas longas, principalmente em entrevistas para rádio ou televisão, certamente serão editadas e o corte poderá comprometer o que se quis comunicar. Lembre-se, você não pode controlar o que vai ser divulgado, mas tem total domínio do que vai falar.

Precisão

Ser preciso em uma declaração faz de você um entrevistado mais confiante. Falar sem titubear e de forma direta só fortalece a credibilidade do que está dizendo.

Caso precise declarar números, tenha a certeza deles. De preferência ofereça ao jornalista um material de apoio com os números e dados que certifiquem suas declarações.

Segurança

Quando se fala com objetividade e precisão, o telespectador ou ouvinte sente que o entrevistado transparece confiança no que fala e, portanto, passa segurança.  

Em uma situação de crise, uma declaração dada com segurança pode tranquilizar os ânimos mais exaltados e minimizar problemas futuros. Lembre-se disso!

Os critérios citados acima (objetividade, segurança e precisão) servem não só para quando você estiver sendo entrevistado ou falando em público. Você deve tentar adotá-los em todas as situações da sua vida, pois lhe ajudarão a se comunicar melhor e de forma mais assertiva.

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