fbpx

Como falar com mais credibilidade


Toda vez que estamos conversando com alguém em uma reunião de negócios, no trabalho, no dia a dia ou mesmo numa simples conversa entre amigos, um dos nossos objetivos é gerar credibilidade.

Se você nunca reparou nisso, preste atenção. Irá perceber que toda vez que você fala com alguém, está tentando gerar credibilidade, sobre a ideia que está defendendo ou sobre quem você está falando.

Nesse processo usamos inúmeros recursos para garantir que essa credibilidade seja estabelecida o mais rapidamente possível. Em geral, nos preocupamos mais com o conteúdo, do que com a forma para atingir esse objetivo. É aí que corremos alguns riscos desnecessários, quando negligenciamos a nossa forma de falar. Com isso, nossa credibilidade fica prejudicada.

Recentemente vi isso acontecer com uma das “estrelas” do ramo de startups. Eu acompanhava a apresentação de um investidor muito famoso. O conteúdo de sua palestra era bastante interessante para quem é da área. Tinha tudo para gerar ainda mais credibilidade junto ao público, porém, algo em sua forma de falar começou a incomodar todos que o assistiam, inclusive a mim: era uma linguagem viciante.

Linguagem viciante ou vício de linguagem são aquelas palavras e expressões como “é”, “tá”, “né”, “então…”, “certo”, “entendeu”, “ahhh” que são usadas por quem está falando – quase sempre ao final de frases – e que servem como uma muleta para completar o raciocínio.

No caso deste investidor, ele tinha por hábito falar a palavra “certo” em todas as frases que dizia. Isso começou a me incomodar de tal maneira que eu passei a prestar mais atenção no número de vezes em que ele dizia a palavra “certo” do que no próprio conteúdo dele. Ao final de 20 minutos da sua apresentação, eu tinha contabilizado que ele falou 86 vezes a palavra “certo”. Isso dá praticamente um “certo” a cada 14 segundos. Foi interessante que de tanto ele fazer isso, algumas pessoas na plateia começaram a responder usando a mesma expressão toda vez que ele dizia “certo”.

Uma apresentação que poderia ter sido ótima, acabou virando motivo de brincadeira para algumas pessoas da plateia e incômodo para outras.

O uso dessas “muletas” é uma tentativa de ganhar tempo para construir sua linha de raciocínio. Em geral, é um sinal claro de que a fala da pessoa não estava previamente preparada e ela está falando de improviso.

Outra razão para isso acontecer é o nervosismo. A pessoa está tão ansiosa e tensa pela situação que as palavras parecem fugir e precisa recorrer a algum tipo de muleta para completar o que está falando.  

 

Por fim, o vício de linguagem aparece em quem precisa de uma confirmação, o tempo todo, do que está sendo dito. E, por isso, usa muletas como “entendeu”, “entende”, “certo”, etc…

Para evitar isso, costumo dizer que são alguns passos que parecem básicos, porém, são essenciais:

Preparação

É muito importante se preparar para o que vai dizer. Por isso, treine. Organize-se mentalmente criando tópicos na sequência que deseja falar. Isso te deixará mais confortável e evita que você use  linguagem viciante.

Se policie

Se você costuma usar a linguagem viciante com frequência, procure se policiar e identificar as razões que ela aparece. Muitas vezes, a linguagem viciante é usada como forma de preencher algum espaço vazio na sua fala. Um bom recurso para isso, é se gravar com o celular e depois assistir contando o número de vezes em que usou a sua linguagem viciante. Ter autoconsciência dos seus erros vai ajudá-lo a reduzir este problema.

Aqui no Grupo Seixas, preparamos e orientamos pessoas e empresas a gerarem mais credibilidade em sua comunicação. Se você tem esse desafio, conte com nossas soluções para evoluir.

 

 

 

 

Leave a Reply 0 comments

Leave a Reply: